Atena desencantada
Segundo os atenienses, Atena inventou o diaulo (flauta dupla) com os ossos de um veado durante um banquete dos deuses e pôs-se imediatamente a tocá-la, o que provocou comentários chistosos de Hera e Afrodite, pelas bochechas que ficavam inchadas. Atena, contrariada, foi à Frígia, contemplou-se no reflexo das águas de uma fonte cristalina e horrorizada, concluiu que elas tinham razão. Lançou bem longe o diaulo e o amaldiçoou, mas a invenção foi recolhida pelo sátiro Mársias.

Ó, Atena, depõe tua flauta!
Esvazia o ar das bochechas,
Pois a elegância é sabedoria
Ó, Atena, arroja tua flauta!
Torna o canto em desencanto,
Pois o silêncio é sabedoria.
Ó, Atena, esquece tua flauta!
Busca o que te é oferecido,
Pois o oportuno é sabedoria.
Por fim, Atena, aceita
A ti mesma e recolha-te
Ao teu próprio silêncio.

Ó, Atena, depõe tua flauta!
Esvazia o ar das bochechas,
Pois a elegância é sabedoria
Ó, Atena, arroja tua flauta!
Torna o canto em desencanto,
Pois o silêncio é sabedoria.
Ó, Atena, esquece tua flauta!
Busca o que te é oferecido,
Pois o oportuno é sabedoria.
Por fim, Atena, aceita
A ti mesma e recolha-te
Ao teu próprio silêncio.

